Rádio Querência

Polícia conclui investigação sobre suposta agressão em escola de Sarandi sem indiciamento

Inquérito não identificou autoria das lesões em criança de quatro anos. Caso segue com o Ministério Público
Polícia conclui investigação sobre suposta agressão em escola de Sarandi sem indiciamento

 

A Polícia Civil de Sarandi concluiu a investigação que apurava uma suposta agressão de uma atendente de uma escola municipal da cidade, contra uma aluna de quatro anos. O inquérito foi finalizado sem indiciamento da mulher. 

 

 

O caso teria acontecido no dia 1º de setembro. Segundo a polícia, embora a criança apresentasse hematomas nos braços, a perícia não conseguiu apontar a origem das marcas.

Conforme o delegado responsável, Cristiano De Bone, foram ouvidas diversas pessoas que tiveram contato com a criança no dia dos fatos, mas não foi possível concluir a autoria das lesões: 

— Foram analisadas cerca de duas horas de imagens do pátio, fornecidas pela escola, onde as crianças brincam por cerca de 45 minutos de manhã e o mesmo período à tarde. Nessas imagens, não há nenhuma intercorrência relacionada ao motivo de agressão em relação à criança.

O inquérito foi remetido ao Poder Judiciário na última semana. 

À época das acusações, a prefeitura de Sarandi abriu uma sindicância para apurar os fatos, mas o procedimento foi suspenso após a atendente ter apresentado um pedido de demissão. A suspensão da sindicância também buscou evitar duplicidade de apurações, uma vez que a Polícia Civil já havia aberto o inquérito. 

A prefeitura informou que tem conhecimento da conclusão da investigação e que a sindicância segue suspensa por não haver mais vínculo empregatício com a atendente. Disse, ainda, que "segue acompanhando o caso, dando todo suporte à família e à criança".

Apesar de não ter ocorrido indiciamento da mulher de 48 anos, o caso segue com o Ministério Público, autor da ação, que possui autonomia para denunciar ou requisitar novas diligências, caso entenda ser necessário.

GZH procurou o Ministério Público, que até a publicação desta reportagem não se manifestou. O espaço segue aberto.

Fonte: GZH

M

Autor

Maira kempf

Em: 06/10/2025, 11:48

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