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HCI realiza primeiro transplante pós-pandemia

Foram sete anos, 7 meses e 17 dias realizando hemodiálise. Agora vou me cuidar e viver, aproveitar muito com minha família”, comemora seu João.

10/06/2022 10:00 por Maira Kempf


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Depois de ser diagnosticado com insuficiência renal crônica há 7 anos, João Carlos Aires Morais, 66 anos, aposentado e residente no Distrito de Santana, aguardou por cinco anos pelo seu transplante renal. Foto: HCI


 

Cirurgiões médicos do Hospital de Caridade de Ijuí (HCI) realizaram com sucesso o primeiro transplante renal pós-pandemia, sob a coordenação do médico nefrologista, e presidente da Instituição, Douglas Prestes Uggeri, marcando o retorno dos procedimentos e reacendendo a esperança dos pacientes com doença renal crônica, que aguardam por um doador.

Depois de ser diagnosticado com insuficiência renal crônica há 7 anos, João Carlos Aires Morais, 66 anos, aposentado e residente no Distrito de Santana, aguardou por cinco anos pelo seu transplante renal, até que em abril deste ano recebeu a tão esperada ligação de que o procedimento seria realizado no dia 3 de maio. Encerrou-se ali um ciclo de longa espera, marcado por muitos desafios e superações, que teve início em novembro de 2015, quando ao receber os exames exigidos para realização do transplante, então marcado para o dia 8 de dezembro daquele ano, foi identificado um nódulo na próstata.

“Quando me falaram sobre a necessidade de passar primeiro por uma cirurgia para retirada do nódulo, pensei que de sete meses a um ano estaria liberado para o transplante, mas não é assim que acontece. Esse tipo de procedimento, realizado no dia 16 de fevereiro de 2016, pelo urologista do HCI, Gilnei Penno, exige o acompanhamento por cinco anos, para ter a certeza de que está tudo bem com o organismo”, conta seu João, que ainda em novembro de 2015 enfrentou um grave problema. “Minha fístula estourou e tive que vir imediatamente para o HCI. Amarramos um cadarço em meu braço e quando cheguei fui direto para a UTI, e foi o que me salvou.” A esposa, Maria Ivone Morais, acrescenta que foram momentos de tensão e muita fé, pois o prognóstico não era nada favorável. “Sentimos medo de perdê-lo. Mas, com muita força e oração, ele venceu mais este desafio.”

Em fevereiro de 2021, seu João foi liberado pelo médico Penno, para receber o rim de sua irmã, Lenira Aires Morais, que a esta altura já estava bastante ansiosa com a espera. Emocionada, ela relata que, tão logo soube da necessidade do transplante, decidiu fazer a doação. “Nossa família é muito unida, cuidamos uns dos outros, nos amamos e amamos estar perto”, afirma.

Entretanto, com o mundo enfrentando a pandemia de covid-19, que teve seu pico no País no primeiro trimestre de 2021, o HCI teve que adequar toda sua estrutura para receber os pacientes graves acometidos pelo vírus e o médico Uggeri decidiu pela não realização do transplante. “Precisamos avaliar se todas as condições estão favoráveis à realização do procedimento, que é complexo, e não podemos colocar os pacientes em risco, é preciso ter segurança total no ambiente”, frisa o nefrologista.

Em novembro de 2021, com a redução dos casos de covid-19 e a flexibilização das medidas preventivas ao contágio e propagação do vírus, o transplante foi agendado para o dia 22 de fevereiro de 2022, não sendo possível naquela ocasião. E, no dia 3 de maio, foi realizado o transplante renal, o primeiro na Instituição de Saúde, após os dois anos de período pandêmico.

Lenira, a doadora, ficou sob os cuidados da equipe formada pelos médicos urologistas Gilnei Penno e Leonardo Bandeira, e o cirurgião vascular, Fábio Goulart da Silva, assistidos pelos médicos do programa de residência em Cirurgia Básica/Geral do HCI, Artur Petri e Jerônimo Seben, que contaram ainda com o médico anestesista Ricardo Dall Molin Ghisleni, a instrumentadora cirúrgica, Loreni de Oliveira, as circulantes, técnicas de Enfermagem, Vivian de Souza e Patrícia Rosa, e a enfermeira Alcione Carla Meier.

Já o seu João ficou sob os cuidados dos cirurgiões vasculares Vinicius Pires, Ana Caetano e Robson Witczak Machado, da médica anestesista, Letícia Machado Rhoers, e a auxiliar de anestesia, Patrícia Schuk, e contaram com a instrumentadora cirúrgica, Cisnara Kusiack, as circulantes, técnicas de Enfermagem, Lara Albrecht e Tiane Arnt, e a enfermeira Arlete Frantz Bronzatto.

Além destes profissionais, todas as equipes da UTI Adulto, Unidade de Internação e da Hemodiálise tiveram participação direta ou indireta no tratamento e recuperação dos pacientes, assim como a médica residente em Clínica Médica, Inoã Henrique de Sousa Farias, que acompanhou o caso de seu João juntamente com o médico Uggeri.

“É gratificante ter o privilégio de acompanhar o processo, desde a cirurgia até a recuperação, durante meu rodízio na Nefrologia. Vivenciei  a beleza da Medicina do início ao fim.  Parabéns a todos os envolvidos e obrigada por tantos ensinamentos”, frisa a médica Inoã,  natural de Zabelê, na Paraíba, que está no primeiro ano de residência no HCI.

Acompanhado da esposa e da irmã, seu João se despediu da equipe da Hemodiálise na tarde de quarta-feira, 08. O início de um novo capítulo em sua história. “Foram sete anos, 7 meses e 17 dias realizando hemodiálise. Agora vou me cuidar e viver, aproveitar muito com minha família”, comemora seu João.

HCI



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