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Retorno do público aos estádios ''não é oportuno'', diz secretária de Saúde do RS após comunicado da Conmebol
A secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann, avalia que ainda não é o momento para a volta do público aos estádios de futebol. No domingo (11), a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) autorizou o retorno dos torcedores, o que, para a secretária, "não é oportuno considerando que é uma prática de lazer que pode ser perfeitamente acompanhada em casa".
Arita informou, na segunda-feira (12), que o governo do Estado ainda não foi oficialmente comunicado sobre o protocolo da Conmebol, mas adiantou que o assunto deve ser discutido nessa terça (13) pelo GT Saúde — grupo de trabalho formado pelos técnicos da área no governo. O tema ainda terá que passar por deliberação do gabinete de crise na quarta-feira (14).
O documento publicado pela Conmebol orienta a liberação de público a partir da fase de oitavas de final da Libertadores e da Copa Sul-Americana, que começa nesta semana.
A decisão sobre liberar ou não o público nos estádios é ainda mais importante porque Grêmio e Inter participam das competições continentais organizadas pela entidade. O Tricolor joga em Quito contra LDU, nessa terça, pela Sul-Americana; o jogo da volta está marcado para o dia 20, na Arena. Já o Inter enfrenta o Olímpia na quinta-feira (15), em Assunção, pela Liberadores, e recebe a equipe paraguaia no dia 22, no Beira-Rio.
— Todas as decisões do governo passam pelo gabinete de crise. Um evento de massa precisa ter protocolos sanitários. Estamos trabalhando muito em relação à Expointer. Tem que ter controle, monitoramento e segurança sanitária — avaliou Arita.
Vigilância em Saúde da Capital também é contra
O diretor da Vigilância em Saúde de Porto Alegre, Fernando Ritter, afirmou no domingo também ser contra a liberação de público nos estádios neste momento.
— Tenho muito medo dessa nova variante (Delta, originária da Índia e considerada mais contagiosa). Eu esperaria os próximos dias para ver como vai ser. Já temos transmissão comunitária em alguns Estados do Brasil da variante Delta. Eu correria com vacina por pelo menos 30 dias para a gente poder pousar com mais segurança. Acho precoce — avaliou o diretor em entrevista ao programa Gaúcha Faixa Especial.
Ritter afirmou que, em caso de votação, se colocaria contra as partidas com público no atual estágio da pandemia. E citou uma série de cuidados e protocolos que deverão ser fundamentais em caso de retorno do público aos estádios:
— Se tiver que fazer uma votação, meu voto é não para este momento. Se decidirem por sim, vamos exigir todos os cuidados de distanciamento, uso de álcool gel, verificação de sinais de sintomas e talvez até testagem.
Fonte: GZH
Autor
Ed Júnior
Em: 13/07/2021, 05:58

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