Rádio
Nenhum programa no ar
Governo do RS anuncia privatização da Corsan
O governo do Rio Grande do Sul anunciou, nesta quinta-feira (18), a privatização da Companhia Rio Grandense de Saneamento (Corsan). O processo será feito via abertura de capital à iniciativa privada. Atualmente, a empresa é responsável pelo fornecimento de água e o tratamento de esgoto de 317 dos 497 municípios do estado.
Com a medida, o estado deixará de ser acionista majoritário da companhia, que é uma sociedade de economia mista de capital aberto. Com a desestatização, o governo passa a ser acionista de referência da empresa.
Conforme o governador Eduardo Leite (PSDB), a medida foi motivada pela incapacidade da empresa em cumprir as metas do marco legal do saneamento básico, sancionado em 2020 pelo presidente Jair Bolsonaro.
"A Corsan não tem capacidade para conseguir triplicar os investimentos, como seria necessário, para conseguir atingir as metas que estão estabelecidas nesse marco regulatório", destacou.
Pela legislação, as companhias de saneamento precisam garantir, até 2033, 99% do tratamento de água e 90% do tratamento de esgoto. Hoje, a Corsan fornece água potável para 97% das áreas urbanas. No entanto, apenas 17% das áreas são conectadas a uma rede de esgoto.
Leite citou ainda o temor de que os municípios contratantes do serviço da Corsan rompam o contrato com a empresa.
"Agora, com o novo marco regulatório do saneamento, esses contratos estão suportados pela legislação. A privatização não significará a perda do contrato", explicou o governador.
Além das dificuldades de investimento, o governador citou que a Corsan tem dívidas trabalhistas e previdenciárias. Eduardo Leite reconheceu que a decisão contraria uma promessa feita nas eleições de 2018, mas disse que a mudança de cenários motivou a decisão.
Processo legislativo
Para a venda de ações da Corsan, o governo do estado precisa de uma autorização da Assembleia Legislativa. No entanto, antes de votar a venda da empresa, o Palácio Piratini precisa que os deputados derrubem a exigência de um plebiscito para operações do tipo.
"Tomo esta responsabilidade, encaminho à Assembleia. Esperamos que possam aprovar, rapidamente, a retirada da exigência do plebiscito para encaminharmos então o projeto de lei que autorizará a privatização da Corsan", disse Leite.
Em maio de 2019, a Assembleia cancelou a necessidade de plebiscito para privatizar a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), a Companhia Riograndense de Mineração (CRM) e a Sulgás. A venda das empresas foi autorizada dois meses depois. Esses processos ainda estão em andamento.
Histórico
Em novembro, o governo anunciou uma parceria público-privada (PPP) na Corsan para ampliar a cobertura de esgoto em nove cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre.
A Corsan foi criada em 1965, sendo oficialmente instalada em 1966. Atualmente, a companhia tem 5.681 empregados.
Fonte: G1/RS
Autor
Fernando Almeida
Em: 18/03/2021, 13:02

A escolha de comprar em lugar x ou y é tão legítima quanto a manifestação política das pessoas

Jornalista de 70 anos construiu uma carreira de mais de cinco décadas marcada pelo carisma, versatilidade e presença marcante no rádio, jornal e TV.

Recurso será aplicado na aquisição de equipamentos para qualificar os serviços de saúde e ampliar a capacidade de atendimento à população.

Imposto maior atinge gasolina, diesel e gás de cozinha

Ex-deputado federal é coautor da obra “Salada de Frutas”, que reúne diferentes textos e reflexões.

Medida ocorre após 19 casos de intimidação com motivação política serem registrados na universidade. Decisão depende de parecer jurídico da instituição

Pagamento contempla 338,7 mil vínculos de servidores estaduais; o restante será depositado em dezembro

Festival celebra 45 anos de história em 2026. No palco, foram 40 músicas concorrentes. Próxima edição já tem data definida

Seleção oferece vagas em diferentes áreas, com oportunidades para candidatos desde o nível de alfabetização até o ensino superior. Inscrições seguem até 23 de novembro.


