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Seca, e agora?
Cristiano Nunes dos Santos
Olá, sejam bem vindos ao ano de 2020. Tirando o questionamento se estamos encerrando ou iniciando uma nova década (afinal, nosso calendário inicia no ano Um, e não no ano Zero), o certo é que este ano começa sem a ocorrência de eventos climáticos globais como o El Niño ou a La Niña. Em teoria, estamos em um ano neutro climaticamente, e mesmo assim, aqui estamos nós sofrendo com os efeitos de uma estiagem que coloca em risco a nossa safra de verão. A seca é uma adversidade climática, que se refere a um período prolongado de baixa pluviosidade, ou ainda, a total falta de chuvas, de maneira que a perda de umidade do solo é superior à sua reposição. Conceitualmente, a estiagem, que se caracteriza por um breve período de seca, pode ser classificada em três tipos: seca climatológica, quando a chuva é abaixo das médias climáticas da região (situação na qual nos encontramos); seca hidrológica, quando atinge os estoques de água dos rios e açudes; e seca edáfica, quando é constatada uma perda elevada de umidade no solo. Além dos danos diretos na agropecuária, as estiagens afetam principalmente a economia de um município. Estudos mostram que no Rio Grande do Sul, uma estiagem pode provocar uma redução na casa de 9 pontos percentuais (9%) na variação do PIB – Produto Interno Bruto. Isso significa uma diminuição na economia do local, afetando o poder de compra da população e muitas vezes até a geração de empregos. Apesar de ser religioso, muitas vezes comento com os estudantes nas minhas aulas, que nesses momentos, não adianta muita as novenas para São Pedro (ou qualquer outro Santo de qualquer religião), e sob os olhares de reprovação de alguns, eu explico o motivo: usando São Pedro como exemplo, este bendito santo nos privilegia com chuvas durante todo o ano, salvo raríssimas exceções, temos chuvas distribuídas nos 12 meses do ano. Em compensação, outras regiões do Brasil, chegam a ficar por meses a fio sem uma única gota de chuva. Pois bem, porque ele vai se preocupar conosco que recebemos chuvas durante todo o ano, quando tem todo o nordeste brasileiro enfrentando secas extremamente prolongadas durante meses, e quase todos os anos? Nosso estado tem um regime de chuvas que é invejado por muitos outros neste imenso país. Vários estados são obrigados a utilizarem de outros meios, como a irrigação, para garantir a produção agrícola, pois não podem contar “com São Pedro”. Aqui em Santo Augusto, por exemplo, temos uma precipitação anual em torno de 1770 mm, como já falei no meu primeiro texto neste site. Em condições mensais, os valores variam de 100 a 260 mm em média. No lugar de São Pedro, eu responderia a novena perguntando “o que vocês fizeram com toda a água que eu mandei durante todo o ano?”. E me perdoem os leitores, mas eu me atrevo a responder: colocamos nas estradas vicinais que circulam as nossas lavouras, provocando erosão de muitos campos e às vezes até a destruição de muitas estradas. E provavelmente você deve estar me perguntado agora: o que deveríamos ter feito então? A resposta é simples, devíamos ter segurado essa água na lavoura/propriedade. Isso se chama Manejo do Solo e da Água. De um modo geral, alguns procedimentos podem ajudar a minimizar, ou até mesmo eliminar os efeitos de uma seca. Segundo Kobiyama, autor do livro “Prevenção de desastres naturais”, perante uma probabilidade de seca, podemos: Diversificar os tipos de culturas e atividades econômicas, para evitar a concentração de prejuízos; Priorizar culturas com maior resistência a períodos de déficit hídrico; Realizar manejo do solo de acordo com a inclinação do terreno; Manter sempre que possível à cobertura vegetal entre os períodos de cultivo; Proteger poços, córregos, açudes e outras áreas de captação; Proteger áreas de nascentes, grotões e mata ciliar, principalmente nos rios de primeira ordem; Construir reservatórios com capacidade adequada a irrigação e a distribuição necessárias; Construir reservatórios para reutilização da água para fins de limpeza doméstica. Construir reservatórios. Sabe toda aquela água que saiu da lavoura durante a chuva e foi parar na estrada? Essa água pode e deve ser coletada na propriedade, e usada posteriormente na produção. “Mas se eu fizer um reservatório, um açude, é área que eu não posso plantar!”, mas de que adianta eu ter área de plantio e não ter água para o plantio? Deixo essa questão para que o leitor reflita, e se possível, perceba que somos um estado “abençoado”, porém ainda mal acostumados a termos chuva durante todo ano e com isso não planejamos a gestão e o uso dessa água toda durante o período em que as chuvas nos faltam. Tenham uma boa semana e até a próxima. E para saber um pouco mais sobre o assunto, não se esqueçam de visitar a minha página em crisnunessantos.pro.br Cristiano Nunes dos Santos Professor do IFFar – Campus Santo AugustoAutor
kempf.maira
Em: 10/01/2020, 13:15

Acidente aconteceu na manhã deste sábado (26), na localidade de Flor da Serra, entre São Martinho e Boa Vista do Buricá

Batida envolveu uma S10 e um Ford Del Rey no cruzamento das ruas São João e Rio Branco; apesar dos danos materiais, não houve feridos.

Vítima era passageira de um dos veículos; outros três ocupantes foram hospitalizados e rodovia chegou a ser totalmente interditada

Mandado de busca e apreensão cumprido pelas delegacias das duas cidades culminou na apreensão de maconha, balança e dinheiro.

A operação resultou na maior apreensão de fuzis do Rio Grande do Sul desde o início do ano.

Vítima era passageira de um dos veículos; outros três ocupantes foram hospitalizados e rodovia chegou a ser totalmente interditada

A suspeita inicial é de que o veículo tenha sido abandonado após ficar sem combustível. O autor do furto não foi localizado até o momento.

Evento tradicional realizado neste sábado contou com fichas esgotadas com antecedência, excelente cardápio com jantar e doces, e animação do Grupo Momentos.

Câmeras de videomonitoramento registraram a ação durante a madrugada deste domingo (27)

Com acumulados que podem superar 200 milímetros em algumas regiões, o estado permanece sob alerta máximo da Defesa Civil

Piloto e único ocupante da aeronave foi socorrido após o acidente e levado para atendimento hospitalar.
