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Senado avalia projeto que afrouxa regras para prestação de contas de campanha
Principais pontos
- Torna facultativo o uso do sistema da Justiça Eleitoral, o que permitiria a cada partido usar modelo diferente de prestação de contas, derrubando a padronização atual.
- Sugere que a prestação de contas eleitorais seja feita até 30 de junho do ano seguinte. Hoje, uma resolução do TSE obriga que seja até 30 dias após o 1º turno e 20 dias após o 2º turno.
- Erros, omissões e atrasos serão perdoados caso sejam corrigidos até o julgamento da prestação de contas. A nova regra trata, ainda, de anistia, já que beneficia prestações de contas atuais que tenham apresentado problemas e ainda não tenham tido sentença definitiva (trânsito em julgado). Além disso, só haverá punição se provado que o partido agiu com intenção de cometer a infração.
- Partidos poderão usar verba partidária para contratar consultoria contábil e advocatícia para "interesse direto e indireto do partido, bem como nos litígios que envolvam candidatos". Isso abriria brecha para uso de recurso público, inclusive, para a defesa de políticos acusados de corrupção.
- Doações recebidas pelos candidatos para gasto com advogado e contabilidade não entrarão na conta do teto de contribuição voluntária e gasto eleitoral.
- Hoje, partidos não podem gastar verba do fundo partidário impulsionando conteúdos na internet. Se o projeto for aprovado, passa a ser permitido.
- Partidos têm de destinar ao menos 5% do que recebem do fundo partidário para estímulo à participação feminina na política. O projeto prevê que as legendas possam criar instituto com personalidade jurídica própria para gerir essa verba, o que poderia livrar dirigentes de punição por eventual aplicação irregular.
- Retira o percentual mínimo de destinação de 30% do fundo eleitoral para emendas previsto em lei. Definição ficaria para Lei Orçamentária.
- Permite uso do fundo partidário para compra ou locação de veículos e imóveis.
Veja como votaram os deputados gaúchos
- Afonso Hamm (PP) - Não
- Alceu Moreira (MDB) - Sim
- Bibo Nunes (PSL) - Não
- Bohn Gass (PT) - Sim
- Carlos Gomes (Republicano) – Sim
- Dionilso Marcon (PT) - Sim
- Daniel Trzeciak (PSDB) - Não
- Danrlei de Deus Hinterholz (PSD) - Não
- Fernanda Melchionna (Psol) - Não
- Giovani Cherini (PL) - Sim
- Giovani Feltes (MDB) - Sim
- Heitor Schuch (PSB) - Não
- Henrique Fontana (PT) - Sim
- Jerônimo Goergen (PP) - Não
- Liziane Bayer (PSB) - Sim
- Lucas Redecker (PSDB) - Não
- Marcel van Hattem (Novo) - Não
- Marcelo Brum (PSL) - Sim
- Marcelo Moraes (PTB) - Não
- Márcio Biolchi (MDB) - Sim
- Maria do Rosário (PT) - Sim
- Maurício Dziedricki (PTB) - Sim
- Nereu Crispim (PSL) - Sim
- Paulo Pimenta (PT) - Sim
- Pompeo de Mattos (PDT) – Obstrução (manobra para tentar derrubar o quórum)
- Ronaldo Santini (PTB) - Não
- Sanderson (PSL) - Não
- *Gaúcha ZH
Autor
kempf.maira
Em: 17/09/2019, 06:49

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