, Marcos Luis Berghann, 34 anos, foi encontrado morto dentro da cela da Superintendência da Polícia Federal (PF) em
Ele foi
detido em abordagem da Polícia Federal (PF) em Cristal, na madrugada de quarta-feira (17). Na ação, dois carros tentaram furar uma barreira policial e houve confronto. Ele foi baleado, mas sem gravidade. Antes de ser encaminhado à PF, ficou internado no Hospital Nossa Senhora Aparecida, em
Camaquã.
Durante o tiroteio, a companheira de Berghann, Daniela Weissmann, 35 anos, morreu, e o filho do casal, de quatro anos, ficou ferido e está em estado grave. A criança está internada em um hospital de Porto Alegre. Durante a ação, Aline Schmidt Pirola, 25 anos, também morreu — ela estava dirigindo um dos veículos que furou a barreira policial.
Conforme nota oficial divulgada pela PF, Berghann foi "encontrado morto, com indicativo de suicídio". Um inquérito será aberto para investigar o caso. O Ministério Público Federal também foi acionado — uma equipe do órgão esteve na PF nesta noite.
Berghann estava em uma cela, sozinho, desde quarta, aguardando uma vaga no sistema prisional. Na tarde desta quinta, recebeu a visita da mãe, conforme agentes da PF. Ele teria sido encontrado morto por um agente entre 19 e 20 horas desta quinta.
Em depoimento na Superintendência, Berghann ficou em silêncio. Ele havia participado de uma audiência de custódia. A prisão preventiva do suspeito foi pedida pela PF, e deferida nesta quinta.
Segundo a Polícia Federal, a suspeita é que o grupo tentaria resgatar criminosos que
atacaram um banco em
Dom Feliciano, no dia 6 de julho,e estariam escondidos na mata. Dois carros, que fariam parte do esquema, tentaram furar os bloqueios e houve troca de tiros. Berghann dirigia um dos veículos.
Ele já havia sido condenado a 31 anos de prisão com pena a cumprir a partir de 2005. Foi beneficiado com progressão de regime em 2014 e tinha previsão de liberdade condicional em 2023.