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Área coberta com seguro rural deve dobrar no Brasil

Área coberta com seguro rural deve dobrar no Brasil
O aumento de recursos para o programa de subsídios ao seguro rural no Brasil, confirmado  nesta semana no anúncio do novo Plano Safra, deverá fazer com que a área de grãos e frutas protegida duplique de 10% para 20% no país. A projeção é da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que prevê aquecimento do mercado por conta do valor anunciado, de R$ 1 bilhão — quase três vezes maior do que o montante destinado na safra atual, de R$ 370 milhões.
— Ainda estamos longe de alcançar países como os Estados Unidos, que têm mais de 80% de área agrícola segurada, mas estamos dando passos importantes — avalia José Mário Schreiner, presidente da Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA.
Além de estimular mais produtores a aderirem ao seguro agrícola, com subvenção do governo de até 35% do valor total do prêmio, a ampliação do subsídio atrairá mais investidores privados ao setor, estima Schreiner:
— O seguro é um mitigador de risco, o que dá maiores garantias aos investidores, de capital nacional e estrangeiro.
A baixa cobertura de produções agrícolas, acrescenta o dirigente, resulta em passivos a produtores e governo em anos de frustração de safra, gerando renegociações intermináveis de dívidas.
Com o aumento da subvenção ao seguro agrícola na próxima safra, a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) prevê crescimento do mercado em dois dígitos neste ano, seguindo curva de crescimento nos últimos cinco anos.
— Com a expansão da carteira, o preço dos prêmios tendem a baixar. Quanto mais massificado o segmento, menor o custo para o segurado — explica Daniel Nascimento, vice-presidente da Comissão de Seguro Rural da FenSeg.
Além disso, novos tipos de cobertura deverão ser oferecidos pelas seguradoras, em culturas pouco abrangidas ou ainda não contempladas. Hoje, a Região Sul lidera o ranking nacional de contratações de seguros rurais, com destaque para as lavouras de grãos (soja, milho safrinha, trigo e arroz) e para as frutas (maçã e uva). Metade das apólices são sem subvenção, feitas somente com recursos próprios. Texto: Gisele Loeblein/Gaúcha/ZH Imagem: Diego Mandarino/Agência-RBS
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edjunior

Em: 21/06/2019, 12:25

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