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BM segue busca a integrantes de grupo que atacou banco em Porto Xavier
A Brigada Militar mantém a convicção de que dois integrantes da quadrilha que atacou o Banco do Brasil em Porto Xavier permanecem refugiados nos matagais entre os municípios de Campina das Missões e Porto Lucena. “Os criminosos são de grande periculosidade e ainda há armas com eles, o que nos motiva a fazer de tudo para prendê-los e assim evitar novos crimes”, declarou a subcomandante do 4º Batalhão de Polícia Aérea da Fronteira, major Vanessa Peripolli, no começo da manhã desta quinta-feira, quando a operação de buscas foi reiniciada. “A cada verificação cresce nossa expectativa. São muitas diligências e atitudes suspeitas no entorno também...tudo é checado”, observou.
“Além da área de mata fechada, foco das incursões do BOPE (Batalhão de Operações Especiais), temos as plantações, campos, córregos, potreiros, etc, que também podem estar sendo usados”, acrescentou.
A oficial da BM falou ainda sobre a situação dos criminosos no meio do matagal. “Alimentação não seria problema para eles, talvez o frio seja a maior dificuldade pois à noite a temperatura cai bastante”, avaliou. Ela lembrou que na região existem várias plantações, inclusive de milho e cana de açúcar, além de árvores frutíferas, como bergamota. “Já foram encontrados indícios de que estariam se alimentando de milho”, afirmou. A sede também não seria um problema pois a área possui vários córregos. Ela reforçou o alerta à comunidade local para que submeta-se às verificações nas barreiras policiais e relate “todas as alterações” como movimentações suspeitas.
Doações colaboram para buscas
A major Vanessa Peripolli confirmou o apoio da população à mobilização policial na região, citando como exemplo o envio de alimentos. “As doações são essenciais. Isso facilita bastante”, assegurou. De acordo com ela, assim, o efetivo da BM não precisa abandonar a área e fazer as refeições em outros locais. “Posso dizer que os policiais militares que vieram de fora estão impressionados com a colaboração. Quem é da região sabe que é assim, que a comunidade apoia a segurança”, observou. A oficial revelou também que no momento do descanso muitos policiais militares ficam em barracas individuais, dentro do salão comunitário local. “Já algumas guarnições de cidades próximas deslocam-se até seus quartéis ou residências”, salientou. “O cerco permanece”, concluiu. Três homens já estão presos. Entre eles encontra-se um policial militar aposentado, suspeito de ceder o próprio sítio e dar apoio logístico à quadrilha. Um quarto comparsa morreu em confronto. Durante as buscas, o soldado Fabiano Heck Lunkes, 34 anos, do 7ºRPMon, morreu após ser alvejado durante tiroteio. Ferido gravemente no tórax após a perfuração do colete balístico por tiro de fuzil, ele foi socorrido, mas não resistiu ao ferimento. A mobilização policial começou logo após o ataque ao Banco do Brasil de Porto Xavier, ocorrido no dia 24 deste mês. *Correio do PovoK
Autor
kempf.maira
Em: 02/05/2019, 08:39
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