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Caso Bernardo: Delegada que presidiu inquérito foi a primeira testemunha e falou por mais de quatro horas
Por volta das 12h45min desta segunda-feira, 11, os quatro réus acusados de matar Bernardo Boldrini em 2014 entraram no Salão do Júri. O pai, Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Ugulini, e os irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz respondem por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Pouco depois, após orientações da magistrada Sucilene Engler, que orientou os jornalistas para que em hipótese alguma fotografassem os jurados - cinco homens e duas mulheres - a delegada Caroline Bamberg iniciou seu depoimento.
Ela falou por quase cinco horas. Detalhou minuciosamente os passos da investigação, já que esteve à frente da mesma. Boa parte de seu depoimento, a delegada destacou a frieza com que Leandro tratava Bernardo e também relatou as inúmeras provas existentes contra Graciele e Edelvânia, como vídeos e depoimentos de testemunhas. Posterior ao depoimento e ponderações do MP, a defesa de Leandro contrapôs as afirmações da delegada, inclusive, usando colocações com sentido irônico.
Houve intervalo às 16 horas. Posterior, a abertura dos trabalhos se deu com as colocações do advogado de Graciele. Da mesma forma, ele buscou enfatizar bons momentos que Graciele teve com Bernardo, mesmo assim, foi o que menos questionou a depoente.
Advogado de Edelvânia, bastante exaltado, alegou que a ré foi injustiçada no momento que não teve um advogado para acompanha-la nos momentos em que foi ouvida no Inquérito Policial. A testemunha disse que foi ofertado a ré, mas que a mesma não quis e os depoimentos foram gravados. Em alguns momentos de seu questionamento o defensor teve a atenção chamada pela juíza.
Os últimos questionamentos à primeira testemunha foram feitos pelos advogados de Evandro, que alegam a inocência de seu cliente visto que não há, segundo eles, nos autos, provas da efetiva participação do réu, e que a acusação contra ele seria baseada em uma convicção da delegada. Num âmbito geral, eles questionaram à delegada sobre possíveis falhas no inquérito, momento em que ela admitiu que pode ter ocorrido, já que todo ser humano é passível de falha. O depoimento terminou por volta das 17h24min. Na sequência, houve intervalo.
Durante o depoimento da primeira testemunha de acusação, a defesa de Gracieli abriu mão de todas as suas testemunhas. A defesa de Leandro abriu mão de duas. Na última sexta-feira a defesa de Evandro já havia informado que não levaria suas testemunhas ao tribunal. Edelvânia não tem testemunhas.
Na sequência, passado das 17h30min, iniciou o depoimento da segunda testemunha de acusação, também delegada, Cristiane Moura Brauks, responsável pela 21ª Delegacia Regional de Polícia Civil.
O júri ocorre no Fórum de Três Passos, na Avenida Júlio de Castilhos, na área central da cidade, desde as 9h30min, e é conduzido pela juíza Sucilene Engler. O site do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ) transmite imagens ao vivo do julgamento.
Autor
lccomunic
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