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HCI realiza a 1ª captação de coração
O domingo, dia 17 de fevereiro de 2019, fica marcado na história do hospital macrorregional, quando a equipe de captação de órgãos e tecidos do Hospital de Caridade de Ijuí (HCI), fez um procedimento inédito, a captação de um coração. A novidade só foi possível, por que a família do paciente, diagnosticado com morte encefálica, consentiu a doação de órgãos e tecidos.
“Resulta de um trabalho integrado de diferentes equipes e principalmente pela grandeza do gesto da família do doador”, avalia a coordenadora da Comissão Intra- Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) do HCI, enfermeiraAlexandra Schmidt.
A Comissão é atuante no hospital e auxilia na articulação dos diferentes setores para que o processo transcorra de maneira correta e organizada, envolvendo equipe de unidade de terapia intensiva, bloco cirúrgico e a central de transplantes do estado, que faz toda a logística para o rápido transporte de órgãos à Porto Alegre.
“Torna-se um grande desafio, pois o tempo total entre a captação e a realização do transplante no paciente receptor, não poderá ultrapassar quatro horas. Cabe salientar que além do coração foram doados: rins, fígado e córneas”, explica Alexandra.
O procedimento inédito que beneficiou seis pessoas da lista de espera por um transplante, teve a participação da médica intensivistaJoice Wottrich, da médica oftalmologista Luciana Frizon, da médica intensivista e cardiologiata Andrieli de Oliveira Buzzeto, do enfermeiro Diogo Cigana, das enfermeiras Andressa Newinski,Lidiane Dallepiane e Alcione Meier e das equipes da UTI Adulto e do Bloco Cirúrgico.
A cardiologista Andrieli de Oliveira Buzzeto, acredita que a primeira captação de coração, traz uma nova esperança para os pacientes que permanecem na lista de espera por um transplante. “Nesse momento os sentimentos da equipe se dividem, por um lado sofremos junto com os familiares pela perda de uma pessoa tão jovem, que estava iniciando sua vida. Por outro, lutamos e nos sentimos recompensados por saber que mesmo em um momento de tristeza podemos pensar no próximo e transformar a vida de outras pessoas”, disse emocionada a médica.
A gerente de enfermagem do HCI Claudia Goergen ressalta a importância da doação de órgãos e tecidos “a doação de órgãos é um ato nobre que pode salvar outras vidas, sendo que, o transplante pode ser a única esperança e a oportunidade de um recomeço para os pacientes que necessitam de uma doação, no Brasil, a doação de órgãos só é realizada após a autorização familiar, resume a gerente de enfermagem.”
* HCI
Autor
lccomunic
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