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Em média, 16 casos de estupro são registrados por dia no Rio Grande do Sul
Em média, 16 ocorrências de estupro são registradas por dia no Rio Grande do Sul, conforme dados da Polícia Civil de 2017 e de janeiro a agosto de 2018. Desde o início deste ano até a última quarta-feira (8) foram 3.680 casos.
A polícia orienta que as pessoas que forem atacadas procurem a delegacia logo após o fato, para que possam fazer o registro do boletim de ocorrência, agilizando a coleta de provas importantes para o indiciamento e a prisão do suspeito. Além do sexo à força, a lei também passou a considerar estupro outros atos.
"Tempos atrás havia necessidade da conjunção carnal com violência, ameaça, para configurar o estupro. E nós tínhamos a figura do estupro e do atentado violento ao pudor. Hoje, não tem mais o atentado violento ao pudor. Então, não só a conjunção carnal, mas outros atos libidinosos são considerados como estupro", explica a delegada Adriana Regina da Costa, coordenadora das Delegacias da Mulher.
A polícia alerta que já ocorreram casos em que as mulheres que sofreram o estupro conheceram os abusadores em aplicativos de relacionamento.
"Chegando no encontro, aconteceram coisas que não estavam combinadas ou situações de estupro. Então, é importante que adolescentes e mulheres estejam atentas no conhecimento de pessoas pela internet”, afirma a delegada.
Segundo a polícia, quase 95% dos casos são resolvidos. Só neste ano, foram quase 2 mil indiciamentos.
Para ajudar as mulheres que sofreram violência, a ONG Mapa do Acolhimento oferece uma rede de apoio que conta com terapeutas e advogados. É só acessar o site na internet, registrar o pedido de ajuda e deixar algum contato.
"As pessoas que sofreram algum tipo de violência, pode ter sido violência obstétrica, sexual ou doméstica, entra no nosso site, e aperta no botão de 'quero ser acolhida'. Assim, vai conectar a uma rede de voluntárias, psicólogos, psiquiatras ou advogadas dispostas a atender essas mulheres gratuitamente", explica a diretora da entidade, Carolina Coelho Soares.
Aumento de casos de estupro de vulnerável
Do total dos casos, 58% são estupro de vulnerável, ou seja, afetam crianças e adolescentes de até 14 anos de idade.
O caso mais recente ocorreu nesta quarta-feira (8) em Dom Pedrito, na Região da Campanha do Rio Grande do Sul. Uma criança de quatro anos está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com traumatismo craniano. Foram presos a mãe e um homem que mora na mesma casa e disse à polícia ser o cuidador da menina. Segundo os investigadores, a mãe sabia dos abusos, que aconteciam há pelo menos três semanas.
Fonte: Jonas Campos RBS/TV
Autor
lccomunic
Em: 09/08/2018, 21:00

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