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Cães conseguem detectar pessoas de luto ou em estado terminal
São muitos os exemplos de cães que parecem ter uma percepção apurada dos sentimentos dos que estão a sua volta. Relatos de pessoas com depressão, passando por um momento difícil na vida, ou que estavam à beira da morte e puderam contar com seus cães como fonte de conforto.
Segundo especialistas, os cães sabem quando alguém está precisando de auxílio através da linguagem corporal, odores que a pessoa exala ou até mesmo de outras maneiras até então desconhecidas por nós.
Por serem incríveis na leitura de linguagem corporal, dependendo dessa percepção para comunicarem entre si, eles conseguem captar quando estamos fragilizados, de uma maneira que nós não conseguimos enxergar.
Alguns asilos que possuem cães vivendo em sua premissas, reconheceram essa capacidade e passaram a confiar na opinião do cão para saber o estado de saúde de seus pacientes. Quando o animal escolhe dormir ou ficar mais tempo com determinado paciente, eles lêem essa mudança no comportamento como um aviso de que aquela pessoa não está bem e que a hora da despedida provavelmente está próxima.
A veterinária Jessica Vogelsang, diretora do Paws Into Grace, um grupo de veterinários que cuidam de animais no fim da vida e realizam eutanásia em casa, lançou o livro All Dogs Go to Kevin: Everything Three Dogs Taught Me -That I Didn’t Learn in Veterinary School (Todos os cães vão para Kevin : Tudo o que 3 cães me ensinaram – que eu não aprendi na faculdade de veterinária, tradução livre), que fala sobre 3 cães que foram essenciais em sua vida e a acompanharam em momentos difíceis.
Os personagens principais são Taffy, uma Lhasa Apso que a ajudou a se ajustar a nova casa depois que sua família mudou de cidade; Emmett, o Golden Retriever que não saia do seu lado enquanto ela enfrentava depressão pós-parto; e Kekoa, um Labrador Retriever que a ajudou a balancear as expectativas da maternidade e carreira. Foi depois que Kekoa foi diagnoticado com câncer que ela passou a explorar a área de cuidados paliativos para pacientes terminais.
Ela teve mais um exemplo marcante e recente, dessa vez com seu cachorro Brody, um Golden Retriever. Logo após finalizar o livro, sua mãe, Patricia Marzec, foi diagnosticada com um tumor inoperável no cérebro. Com a descoberta traumática, seus pais se mudaram para sua casa para que a família ficasse junta. Com a mudança, o comportamento de Brody mudou completamente. Antes, ele pulava nos pais de Jessica toda vez que eles chegavam. Depois que eles mudaram, ele nunca mais pulou em Patricia , assim como ficava com ela literalmente o dia inteiro de vigília. Apesar de ainda ser o pet de Jessica, ele parecia sentir que seus pais precisavam mais dele naquele momento. Sua mãe morreu 1 mês antes do livro ser publicado.
Dpto de Jornalismo RQ
Fonte: Daily Mail
Postado Por: Ed Júnior
Autor
lccomunic
Em: 14/12/2015, 22:00

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