O Ministério dos Transportes pretende realizar na segunda quinzena de junho a reunião de instalação do Fórum Permanente Para o Transporte Rodoviário de Cargas. O grupo será composto por pessoas indicadas pelas principais entidades de representação do setor. De um lado estarão os transportadores autônomos. No outro grupo ficarão as empresas transportadoras e os embarcadores de cargas.
De acordo com o secretário de Planejamento de Política Nacional de Transportes, Herbert Drummond, a composição será paritária e os indicados deverão obedecer ao requisito básico de ampla representatividade da respectiva categoria. Por obedecerem a outra lógica de operação, os representantes dos caminhões tanque discutirão suas demandas em um grupo separado das cargas secas. Mas seguirão as mesmas regras do Fórum Permanente.
Drummond recebeu nesta quinta-feira (21) os deputados Celso Maldaner (PMDB-SC) e Jerônimo Goergen (PP-RS), para detalhar a forma de funcionamento do Fórum. Cada região do país terá um peso na composição da nominata, conforme o volume de inscrições no Registro Nacional dos Transportadores de Cargas da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).
Segundo esse critério, as vagas seguirão a seguinte proporção: Sudeste (46%), Sul (27%), Nordeste (12%), Centro-Oeste (10%) e Norte (4%). O número exato de assentos para cada grupo ainda está sendo finalizado, mas deve ficar entre dez e treze nomes. O processo de indicação já está em andamento e deve se estender até a próxima semana.
Autor da nova Lei do Motorista, o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) reforçou a necessidade de se avançar na pauta de reivindicações da categoria. O parlamentar lembrou que já está aberta a consulta pública da ANTT que reunirá subsídios para a edição da resolução que vai definir os parâmetros de referência para o cálculo dos custos de frete. “Não é propriamente o preço obrigatório que o setor queria. Mas se todos os agentes da cadeia praticarem esse preço de referência no curto e médio prazo, teremos esse valor sendo adequado. Se você tem um mínimo e um máximo, e nenhum transportador deixa de cumprir esse preço, ele passará a ser obrigatório pela pressão do mercado”, concluiu Jerônimo.
Fonte: Assessoria Parlamentar Jerônimo Goergen
Postado por: Maira Kempf