O biólogo Marco Antônio Barreto de Almeida, do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), participou, no início de março, de uma atividade de investigação de campo com técnicos de todo o Brasil que atuam com Febre Amarela. A atividade, organizada pelo Ministério da Saúde, ocorreu no município de Alto Paraíso (GO), onde houve dois casos confirmados em humanos em fevereiro: um resultou em morte e o outro evoluiu para a cura. A morte foi de um jovem de 23 anos, morador do local, que não havia sido vacinado. O segundo caso foi de um turista belga, que se curou e viajou para seu local de origem.
“A maior incidência da Febre Amarela se dá de forma sazonal, entre outubro e maio do ano seguinte”, informa Almeida, destacando que a doença surge como onda que avança gradativamente do norte e, de tempos em tempos, invade o sul e o sudeste do país. “Se este padrão for mantido, pode ser que tenhamos a circulação do vírus no Rio Grande do Sul ano que vem. Daí a importância de se fazer um alerta junto às coordenadorias regionais de saúde e orientar para a vacinação”. Entre 2007 e 2008 houve um surto de grandes proporções no Centro-Oeste com casos humanos em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná. Ao atingir o Rio Grande do Sul (2008/2009) foram registrados 21 casos em humanos com nove mortes.
A doença
A Febre Amarela é uma doença infecciosa aguda, febril, viral, de curta duração (máximo 12 dias) e de gravidade variável. Os casos mais graves levam à insuficiência renal e hepática, evoluindo para a morte. É prevenível com vacinação desde 1937. “Se tem casos humanos é sinal de que o vírus está circulando”, observa Almeida. Conforme ele, trata-se de um vírus altamente democrático, que emerge de tempos em tempos, e quem não toma a vacina pode se contaminar.
Fonte: Secretaria da Saúde
Postado por: Maira Kempf