O Instituto-Geral de Perícias (IGP) deverá prestar esclarecimentos acerca do resultado da perícia grafotécnica que apura se a assinatura no receituário prescrito para o medicamento Midazolam, que teria sido usado para sedar Bernardo Uglione Boldrini, é mesmo do pai dele, o médico Leandro Boldrini. A decisão, do Juiz de Direito Marcos Luís Agostini, titular do processo que tramita na 1ª Vara Judicial da Comarca de Três Passos, atende ao pedido da defesa de Boldrini.
De acordo com o trabalho realizado pelo IGP, o resultado foi inconclusivo, não sendo possível assegurar se a assinatura é mesmo do médico.
Ainda, o magistrado atendeu ao pedido do advogado de Graciele Ugulini para ouvir uma testemunha de defesa que reside em Boa Vista, Roraima. O prazo para a inquirição da testemunha é de 30 dias. O magistrado solicitou urgência no cumprimento da carta precatória.
Na decisão, o Julgador ressaltou que, para interrogar os réus e finalizar a fase de instrução do processo que apura a morte de Bernardo Boldrini, restam apenas estas duas pendências: Desse modo, eventual atraso no encerramento da instrução, nesse momento, deve ser atribuído à defesa, que não poderá alegar excesso de prazo e, com esse argumento, postular a revogação das prisões preventivas, asseverou o Juiz.
Relembre o caso
Bernardo Uglioni Boldrini, de 11 anos, desapareceu em 4/4/14, em Três Passos. Seu corpo foi encontrado na noite de 14 do mesmo mês, em Frederico Westphalen, dentro de um saco plástico e enterrado às margens de um rio. Edelvânia Wirganovicz, amiga da madrasta Graciele Ugulini, admitiu o crime e apontou o local onde a criança foi enterrada.
Respondem ao processo criminal Leandro Boldrini, Graciele Ugulini, Edelvânia Wirganovicz e Evandro Wirganovicz. A denúncia foi aceita pelo Juiz Marcos Luís Agostini em 16/5/14.
Os réus estão presos.
Fonte: Comarca de Três Passos
Postado por: Maira Kempf