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Pressionado pelo Cpers, Piratini adia votação de reajuste do magistério
Por ordem do secretário Carlos Pestana, o chefe de gabinete Flávio Hellmann se comprometeu a orientar os deputados a esvaziarem a votação do projeto de lei 15 2012, prevista na pauta da Assembleia para a terça-feira. Uma reunião marcada para a sexta-feira (16), ainda com horário indefinido, decidirá os novos rumos das negociações entre Cpers e o Governo gaúcho.
Diante da promessa do Governo, os integrantes do Cpers que ocupavam o Palácio Piratini desde o final da tarde deixaram o local. Eles reivindicavam uma audiência com o chefe da Casa Civil, mesmo sem agendamento prévio. "Estamos saindo porque temos em escrito o compromisso do Governo em adiar a votação. Abriu-se o processo de negociação. Isto que fomos buscar”, disse ao G1 a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira.
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A presidente do Cpers, no entanto, afirma que a mobilização da categoria está mantida. Em nota pública, o Cpers afirmou que vai antecipar em um dia a paralisação nacional do magistério, marcada para os dias 14, 15 e 16 de março. “Vamos fazer uma vigília em frente ao Palácio Piratini nesta terça-feira. Vamos continuar pressionando. Queremos a retirada do projeto da Assembleia Legislativa", acrescentou a presidente do Cpers.
Em assembleia realizada em 2 de março, os professores rejeitaram a proposta de 76,68% de reajuste até novembro de 2014 feita pelo Governo do estado. A categoria decidiu exigir o pagamento integral do piso nacional do magistério ainda em 2012. O valor, fixado pelo Ministério da Educação, é de R$ 1.451,00. A contraproposta dos professores exige reajustes de 22,41% em maio, agosto e novembro.
O Piratini descarta a possibilidade de conceder o reajuste solicitado pelo Cpers, alegando que chegou ao limite orçamentário. Além disso, o governo de Tarso Genro contesta o valor do piso nacional corrigido pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Para o Piratini, o reajuste deveria ser definido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O calendário de reajuste do Governo prevê um piso R$ 1.260,00 para o magistério até 2014.
Fonte - G1/RS
Autor
lccomunic
Em: 12/03/2012, 21:00

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