A safra 2010/2011 dos principais grãos de verão pode ser a maior da história do Rio Grande do Sul caso se confirmem as estimativas da Emater. A projeção preliminar é de que a produção total do Estado chegue a 23,62 milhões de toneladas e de que a área plantada totalize 6,405 milhões de hectares. Os números foram divulgados pelo secretário de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, Ivar Pavan, e pelo presidente da Emater/RS, Lino De David. O crescimento na produção decorre, principalmente, do desempenho das culturas do arroz e do feijão. No primeiro caso, a previsão é de que a safra atinja 7,958 milhões de toneladas, 15,9% maior que a obtida no ano passado. Para o feijão, o crescimento estimado é de 22,57%, apesar da redução de 4,47% na área cultivada. "Houve uma reversão no quadro. A previsão inicial de seca generalizada felizmente não se concretizou. Os danos foram muito localizados e, se os números forem confirmados, estaremos diante da maior safra de grãos da história do Rio Grande do Sul", avaliou Pavan. Para o presidente da Emater/RS, o quadro positivo pode ser atribuído a três fatores principais. Além do clima, que apesar das previsões negativas acabou se mostrando favorável, De David destacou o crédito abundante e o investimento realizado em tecnologia pelos produtores. O secretário de Desenvolvimento Rural ressaltou que, como metade do PIB gaúcho provém das cadeias agroindustriais, "uma boa safra significa o desenvolvimento de todo o Estado". A avaliação é reforçada pelo presidente da Emater/RS. "Os números dão tranqüilidade para os produtores e para toda a economia gaúcha", completou. O quadro é mais conservador em relação ao milho e à soja que, segundo a estimativa, devem apresentar uma leve queda em relação à safra 2009/2010, mas que não chega a ter impacto significativo sobre os números finais. No caso do milho, as reduções de 4,91% na área plantada e de 4,20% na produtividade foram atribuídas à expectativa desfavorável em relação aos preços e aos efeitos da seca na época de plantio. Em relação à soja, a previsão é de que a colheita seja 0,83% inferior ao ano passado. De David ressaltou, contudo, que, como esta é a única cultura cuja colheita ainda não teve início, o quadro ainda pode se reverter. "A soja é a cultura mais atrasada e a previsão climática é boa, por isso, acreditamos ainda em uma boa colheita", disse.