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Canção de Santa Maria vence a Coxilha
A canção “O Arco e a Flecha”, de Santa Maria, foi a grande vencedora da Coxilha Nativista, que se encerrou na madrugada de ontem (domingo), em Cruz Alta, no noroeste do Estado.
A primeira colocada ganha quatro troféus. Pirisca Grecco, o intérprete, saiu de Cruz Alta com dois deles. Os outros premiados foram o autor da letra, Carlos Villela Gomes, e da música, Piero Ereno. Instituído pela primeira vez, o troféu Alta Cruz da Coxilha, dado ao intérprete da música vencedora, será itinerante. No edição do próximo ano, Grecco devolverá o prêmio para a prefeitura, que o entregará para o novo vencedor. Caso ganhe três Coxilhas consecutivas, como intérprete, o prêmio fica em definitivo com ele.
Na última noite do evento, o Ginásio Municipal ficou lotado. As portas tiveram que ser fechadas. César Oliveira e Rogério Melo fizeram o show de encerramento. Doze músicas da fase geral e três composições da fase local disputaram o título do festival.
Os vencedores
1º lugar: Canção “O Arco e a Flecha”, com letra de Carlos Gomes, música de Piero Ereno e interpretação de Pirisca Grecco, de Santa Maria
2º lugar: Milonga “Sem Tempo”, com letra de Rômulo Chaves e música de Emerson Martins, de São Vicente do Sul
3º lugar: Milonga “Encontro de Gerações”, com letra e música de Adair de Freitas, de Santana do Livramento
Música mais popular: “Encontro de Gerações” - Adair de Freitas
(eleita pela imprensa)
Melhor instrumentista: Texo Cabral
Melhor intérprete: Emerson Martins
Melhor indumentária: Adair de Freitas
Melhor conjunto vocal: “Arco e Flecha”
Melhor melodia: “Sem Tempo”
Melhor arranjo: “Sonho Matreiro”
Melhor letra: “O Arco e Flecha”
1º lugar fase local: “Há um Jeito de Ser do Sul” - Fabiana Lamaison
2º lugar fase local: “Menino da Rua” - Tuny Brum
3º lugar fase local: “Pra Repontar a Esperança” - Vinícius Franco
O ARCO E A FLECHA
Esta é a letra da canção vencedora da 30ª Coxilha, que deu também a Carlos Omar Villela Gomes o troféu de Melhor Letrista do festival.
O Arco e a Flecha
Poesia é flecha, a alma é um arco...
Futuro é um alvo que a alma tem;
Estamos todos no mesmo barco
Se ele naufraga vamos também!
Poesia é flecha que se projeta
Pelas nações, que de fome choram;
A alma é um arco nas mãos do poeta
Caçando as feras que nos devoram!
A flecha corta os confins do mundo
Sangrando as chagas que a fome fez...
Povos inteiros já moribundos,
Matando um sonho de cada vez!
O arco fica, mas manda a flecha
E a flecha voa com altivez;
Chora a miséria, e em nome dela
Transpassa a carne da insensatez!
O arco dita as razões da flecha
E mostra o rumo sem hesitar;
A flecha é força que a tudo pecha
Quanto é justiça cortando o ar!
São arco e flecha sempre em vigília,
Que essa miséria tem rosto e nome;
Nos calcanhares dessas matilhas
Que se sustentam de sangue e fome!
A COXILHA NATIVISTA é um dos mais importantes eventos da música do Rio Grande do Sul. Um marco na história dos festivais de música regional do Brasil.
Realizado pela Prefeitura Municipal de Cruz Alta ininterruptamente desde 1981, é uma referência para quem vê na música uma oportunidade de crescimento e projeção artística. Pelo palco da COXILHA NATIVISTA a cada ano passam grandes nomes da música regional do sul do país, bem como muitos tiveram nesse palco o primeiro espaço para expressão da sua arte.
Desde 1985, junto a COXILHA NATIVISTA ocorre a COXILHA PIÁ. Pioneira como festival de interpretação de música infanto-juvenil do gênero no Rio Grande do Sul, anualmente tem trazido ao palco expressiva participação de grandes promessas e revelações do nativismo gaúcho, muitos inclusive ja tendo se consagrado nos palcos dos mais significativos festivais do estado, inclusive na própria COXILHA NATIVISTA.
Fonte: RC
Autor
lccomunic
Em: 01/08/2010, 21:00

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