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Servidores apontam falhas na folha da Assembleia
Não houve má-fé, o problema partiu da própria Assembleia Legislativa. É o que dizem duas das 29 pessoas que teriam recebido indevidamente, entre salários e outras vantagens, mais de R$ 2,2 milhões do parlamento gaúcho nos últimos sete anos.
A sindicância que começa hoje a apurar o caso deve avaliar, até o final de janeiro, se o argumento vale para ambas e para todos os outros envolvidos. Os dois entrevistados por Zero Hora se adiantam: eles teriam procurado a Casa para devolver o dinheiro, mas ainda não conseguiram.
Um deles é João Carlos Bona Garcia, juiz do Tribunal de Justiça Militar do Estado. Ele conta que, em abril, o Diário Oficial do parlamento publicou sua renúncia à aposentadoria que recebia da Casa, onde trabalhou até 1994.
Isso porque Bona Garcia decidiu que, no futuro, pedirá aposentadoria pelo tribunal. Mas, segundo ele, o dinheiro do parlamento seguiu entrando em sua conta “por três ou quatro meses” após a renúncia do benefício. O valor total, diz o magistrado, gira em torno de R$ 20 mil.
– Na época, liguei para a Assembleia, para que verificassem o equívoco. A pessoa que me atendeu disse que estava tudo certo, que eu havia saído da folha, que aquele dinheiro deveria ser de outro lugar, não da Assembleia – conta Bona Garcia.
O juiz afirma que sempre quis devolver o dinheiro e assegura estar esperando até hoje alguém se manifestar para, enfim, ressarcir o parlamento:
– Não quero criticar a Assembleia. Mas, quando alguém entrava lá, às vezes ficava três meses sem receber. Quando saía, continuava recebendo por três meses. O sistema é defasado, não é muito ágil – comenta Bona Garcia.
Autor
lccomunic
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