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Carazinho registra a primeira morte por febre chikungunya da história do RS e decreta situação de emergência

Vítima foi homem de 68 anos. Em todo o Estado são 107 casos confirmados da doença, sendo a grande maioria na cidade do norte gaúcho

04/04/2025 13:51 por Maira kempf


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Reprodução RBS TV / Divulgação


 

 

O município de Carazinho confirmou na noite de quinta-feira (3) a primeira morte por febre chikungunya da história do Rio Grande do Sul, segundo registros da Secretaria Estadual de Saúde (SES-RS). Não existe vacina contra a doença aprovada para uso na saúde pública no Brasil. 

A vítima é um homem de 68 anos, com comorbidades, que morreu em 18 de março. A confirmação laboratorial da doença como causa do óbito só veio nesta quinta-feira, após análise do Laboratório Central do Estado (Lacen).

 

Até o momento, Carazinho tem 100 casos confirmados e outros 41 em investigação, segundo dados municipais. Já a SES registra, oficialmente, 107 casos de febre chikungunya no RS, sendo 93 autóctones (contraídos dentro do Estado). Desses, 88 são de Carazinho e cinco de Salvador das Missões.

A diferença nos números se deve ao prazo de até três dias que os municípios têm para atualizar notificações no sistema estadual (Sinan Online).

Diante do avanço da doença, a prefeitura de Carazinho decretou situação de emergência, medida que permite acessar recursos extras para intensificar o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da chikungunya, dengue e zika.

— Nossa equipe de gestão está viabilizando recursos federais e estaduais para potencializar ações que já começaram em fevereiro, como mutirões e fumacê — afirmou o prefeito João Pedro Albuquerque de Azevedo. 

Ele assinou o decreto de emergência após a confirmação do óbito e o aumento exponencial de casos de chikungunya na cidade. O decreto municipal nº 48/2025 classifica a situação como epidemia e autoriza a contratação emergencial de serviços, aquisição de insumos e ampliação de atendimentos

As medidas incluem campanhas de conscientização, vigilância ambiental e monitoramento de pacientes sintomáticos.

GZH



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