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RS sai da lista dos 10 Estados com menor mortalidade por coronavírus

Taxa de mortes por 100 mil habitantes é a 11º mais baixa do país, segundo dados do Ministério da Saúde

05/03/2021 09:12 por Fernando Almeida


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Após passar o primeiro ano entre os Estados com melhor resposta à pandemia e visto como modelo pelo resto do país, o Rio Grande do Sul saiu da lista das 10 unidades da Federação com menor número de vítimas da covid-19 a cada 100 mil habitantes: está em 11º lugar, segundo dados do Ministério da Saúde desta quinta-feira (4). 

Até quarta-feira (3), 12.833 gaúchos haviam morrido por coronavírus, (nesta quinta, o número chegou a 13.021), uma taxa de mortalidade de 112,8 a cada 100 mil habitantes, abaixo da média brasileira. A melhor resposta foi no Maranhão e a pior, no Amazonas.
A deterioração da performance gaúcha no ranking reflete a redução do distanciamento social, o aumento de quase 110% no número de vítimas no fim de fevereiro em comparação ao início do mês e a superlotação das unidades de terapia intensiva (UTIs) nos últimos dias. Já morreram três vezes mais gaúchos do que na Guerra dos Farrapos, que durou uma década. 

A piora da situação no RS também pode ser observada ao se comparar a mortalidade dos Estados apenas nos últimos sete dias. Sob esse prisma, o RS é a quarta unidade da Federação com maior mortalidade por 100 mil habitantes, atrás de Amazonas, Rondônia e Roraima. 

Nesta quinta-feira, 101,1% dos quase 3 mil leitos intensivos públicos e privados gaúchos estavam em uso, mais da metade por pacientes com coronavírus. Quando isso ocorre, hospitais tomam emprestado equipamentos, profissionais e espaços não previstos para atender indivíduos com covid-19, em um cenário de improviso operado para atender à crescente demanda.

A sobrecarga ocorre a despeito de a Secretaria Estadual da Saúde (SES) ter operado, junto a hospitais, o aumento de 140% no número de leitos de UTI pelo Sistema Único de Saúde (SUS), passando de 933, no início da pandemia, para 2.249. Há, ainda, os 721 leitos de hospitais privados, também trabalhando com forte superlotação.

A expansão dos leitos de UTI no Rio Grande do Sul é classificada por médicos como “brutal”, mas está a ponto de chegar no limite, uma vez que faltam profissionais da saúde para atuar à beira do leito. 

O Palácio Piratini optou por não abrir hospitais de campanha porque esse tipo de estrutura serve para leitos clínicos, destinados a pacientes de menor gravidade, e não para UTI. Não há falta de leito clínico no Estado. Além disso, o Executivo entendeu que investir nos hospitais já existentes deixaria uma herança para o Rio Grande do Sul após a pandemia.

 

 

Gaúcha ZH



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