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Empresários são presos suspeitos de fraude na construção de casas pré-fabricadas

20/12/2018 00:00 por lccomunic


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Dois empresários, que seriam sócios-proprietários de duas construtoras de Gravataí, foram presos preventivamente pela Polícia Civil. Um deles foi detido na tarde de quarta-feira (19), em Tramandaí, e o outro na manhã desta quinta-feira (20) na cidade da Região Metropolitana.

Os dois são suspeitos de não cumprir com acordos referentes à construção de casas pré-fabricadas. Segundo a polícia, já são 15 vítimas confirmadas, uma delas um policial militar, que perderam em torno de R$ 300 mil no total – em alguns casos, apenas o alicerce da residência foi construído e, em outros, a obra sequer foi iniciada. 
Cerca de 40 agentes cumpriram sete mandados de busca e três de prisão preventiva. Os crimes apurados são estelionato e associação criminosa.

As empresas investigadas são a Construforte e a Construtora Ramos. Conforme a polícia, a fraude teria ocorrido em nove cidades do Rio Grande do Sul: Porto Alegre, Viamão, Santa Maria, Igrejinha, Torres, Capão da Canoa, Gravataí, Joia e Bossoroca.

Segundo o delegado Rafael Liedtke, da Delegacia do Consumidor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), as vítimas moram nestes municípios e pagaram pelas casas próprias, no entanto, as obras ficaram inacabadas. Conforme o delegado, foram cinco meses de investigação.

Investigação  
Um dos suspeitos é Denator Ramos da Silva, 50 anos, que, segundo a polícia, já tem 18 antecedentes por estelionato. O outro investigado foi identificado como Airton Gonçalves Coelho, 31 anos. Os dois são suspeitos de abrir e fechar empresas após ações na Justiça. 

Polícia Civil / Divulgação
Agentes apreenderam dinheiro na casa de um dos alvos na manhã desta quinta-feira, em Gravataí
Polícia Civil / Divulgação
A fraude, segundo consta no inquérito policial instaurado pelo Deic, consistia em induzir as vítimas ao erro, mediante a promessa de construção de casas próprias mais baratas do que os preços efetivamente praticados no mercado. Após o recebimento dos valores relativos à entrada prevista no contrato, os suspeitos não cumpririam com a totalidade do acordo.

— Em alguns casos, eles deixavam só os materiais no local da obra e desapareciam — diz Liedtke.

O delegado diz que a pena para estelionato, em caso de condenação, é de cinco anos de prisão e para associação criminosa é de três anos. Outras vítimas deste golpe devem procurar a Delegacia do Consumidor pelo telefone 51 - 3288 9892.

Contrapontos
Questionado pela reportagem, Airton Gonçalves Coelho negou ser sócio das empresas. Ele afirma ter sido apenas vendedor por três meses, período em que teria comercializado mais de 10 casas. Diz ainda que só entregou uma delas e, quando se deu conta da situação, saiu do negócio.

Já Denator Ramos da Silva declarou trabalhar no ramo há 30 anos e negou que tenha dado golpe nos clientes. Alegou ter tido problemas financeiros e, por isso, deixou de entregar mais de 20 casas.

Fonte: GaúchaZH



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